Scans da Nova Edição da Revista "Paris Match" com Lara Fabian + Tradução da Entrevista | #ATUALIZADO

A edição Nº 3365 da revista "Paris Match" que está à venda nas bancas da França a partir de hoje traz Lara Fabian na capa e uma longa entrevista onde Lara abriu as portas de sua casa em Waterloo na Bélgica e falou principalmente sobre o problema auditivo que está passando e que obrigou a cancelar e adiar várias datas da sua turnê. Lara ainda falou sobre o seu novo marido, Grabriel Di Giorgio, sobre o "Le Secret", entre outros assuntos. Confira abaixo os scans da revista com a matéria sobre a Lara.

#ATUALIZADO - (16/11):
Confira a tradução completa da entrevista que segue na revista:

"Lara Fabian: O medo do silêncio"
Nunca sua alma de guerreira se fez tão necessária.
Quando ela compreendeu que deveria parar, Lara pensou antes em seus fãs.
A anorexia passada não foi sua primeira prova.
"Le Secret" seu álbum lançado em abril, conta o caminho percorrido para encontrar a felicidade...
Marcada por um desenvolvimento pessoal, Lara se tornou
adepta do Onsei-do, uma técnica japonesa de relaxamento, e pratica a comunicação sem violência, segundo o método do doutor em psicologia Marshal Rosenberg.
Mas sua força vem de todos os momentos que passa com sua filha Lou de 5 anos, e com seus entes queridos.
Depois, um novo homem entrou em sua vida. Moreno, siciliano como sua mãe e mágico. Em 28 de junho, Gabriel Di Giorgio e Lara disseram "sim". E não foi um truque de mágica.

Paris Match: O que aconteceu pra que você suspendesse uma turnê que começou tão bem?
Lara Fabian: Na Bélgica, durante os ensaios da turnê, eu me sentia mais cansada que o normal. Talvez pelo meu tipo guerreiro, eu não parei à esse sinal.
No palco, para nos protegermos do volume sonoro, nós usamos, técnicos, músicos e cantores, umas "orelhinhas". Pequenos moldes de silicone que ficam perto dos tímpanos. Antes do primeiro show em Namur, eu percebi que assim que eu tirei, tudo o que eu ouvia parecia vir de longe e não foi tão agressivo. Eu tomei um analgésico, certa que uma boa noite de sono seria suficiente para melhorar isso.

PM: Mas em Dijon, a dor lhe pegou...
LF: Durante um solo de guitarra, eu me voltei para o engenheiro de som e sinalizei um problema técnico: Eu não estava ouvindo mais!
Ele me respondeu que não havia tocado em nada. Eu tirei as "orelhinhas" e o ambiente sonoro era confuso ao meu redor. Eu me dei conta que o problema era eu.

PM: O publico percebeu alguma coisa?
LF: Não! Eu fui obrigada a explicar que eu tinha um problema, que eu não podia mais. Eles tiveram
cerca de trinta e cinco minutos de show. Os fãs que me seguem estavam lá, os olhos cheios de vontade que eu continuasse. Eu propus de continuar em piano-voz, pensando que o caos sonoro, na minha cabeça, fosse menos difícil de suportar. Mas a dor persistiu. Nos bastidores, eu vi Gabriel (seu marido) que me observava. Eu sei que ele canta muito bem e eu lhe supliquei para vir
me ajudar a terminar o show. E "Don't Give Up" foi nossa última canção e foi cheia de significado.

PM: Você entrou em pânico, naquele momento?
LF: Na volta, apesar do adiantado da hora, eu chamei o Pr. Lefrancq, meu otorrino na Bélgica. Viajamos 600 kms. De manhã veio o diagnóstico: surdez súbita e obrigação absoluta de deixar o aparelho auditivo se regenerar em silêncio. Foi justamente no meio da turnê e eu tinha um contrato para honrar na Rússia.

PM: Você obedeceu?
LF: Eu descansei uns cinco, seis dias e me entupi de remédios. Minha preocupação eram os fãs. Todos eles investiram suas economias para me ver. Uns compraram ingressos para trinta shows dessa turnê. outros tiraram alguns dias de folga nas férias. Era inimaginável a decepção que eu escolhi compartilhar.

PM: Então finalmente você partiu pra Rússia?
LF: Após o descanso, eu disse a mim mesma que eu tinha recuperado minhas forças Eu iria cantar por quatro dias, dois em São Petersburgo e dois em Moscou no Kremlin. Quando eu voltei eu não ouvia mais.

PM: Você começou a medir a gravidade do que estava lhe acontecendo?
LF: O Dr. Azoulay meu otorrino parisiense juntou sua voz à do médico belga para me colocar em alerta: Nós vamos ter que fazer uma escolha. Você não pode cantar todas as noites, ou você corre o risco de ter danos irreversíveis.

PM: Você se sentiu abatida?
LF: Foi um golpe duro. Eu poderia ter escorregado para uma depressão, mas, quando eu entrei em casa, Lou me perguntou o que eu tinha feito lá, eu lhe expliquei que ficaria ausente por cinco dias
internada e ela me voltou a cabeça e me disse: Oh! Mamãe, você tá mal do ouvido, então eu vou falar baixinho". Minha filha sabe de tudo, apesar de seus cinco anos, ela entendeu.

PM: Ela entende isso que você está vivendo:
LF: Quando ela está em casa com suas amiguinhas, elas gritam, cantam e o volume sonoro aumenta. Eu tenho que por protetores na orelha para não sofrer. Lou entendeu, que quando ela tem que vir falar comigo, ela primeiro puxa meu braço pra que eu me volte pra ela. Nada mudou, minha incapacidade lhe mostrou que a supermãe não é uma máquina

PM: Lou é seu melhor medicamento?
LF: Graças a ela e a toda minha família, a aflição foi vencida. Gabriel meu marido, mas também Gérard (Pullicino, pai de sua filha e diretor de tv do qual ela é separada) meus pais, minha melhor amiga, todos me cercam com tanta doçura que quase apagam meu desarranjo. E nas redes sociais eu vi coisas fabulosas. Pessoas que me mandavam mensagens cheias de ternura e encorajamento. Sem nenhuma zombaria, maldade ou cinismo. Só amor.

PM: Talvez seja o fator mais eficaz para uma cura?
LF: Sem nenhuma dúvida. Eu apreendo tudo, a coragem para lutar, de ser plenamente quem eu sou, sem me ferir e com esperança. Eu recuso absolutamente a idéia de não cantar mais. E se pra isso eu tenho que escutar os especialistas que me mandaram proteger o aparelho auditivo, eu obedeço.

PM: Falando de amor, você casou recentemente...
LF: Em 28 de junho, com Gabriel Di Giorgio. Foi meu primeiro casamento.

PM: Como se conheceram?
LF: Foi uma história simples. Um jantar com membros da minha família. Nós somos todos dois, seres autênticos e nos conhecemos. Rapidamente eu tive certeza de querer envelhecer com ele.

PM: O que você mais gosta em Gabriel?
LF: É importante estar no cotidiano alguém de sua terra com as mesmas raízes que você, com a mesma cultura. Escutar palavras de amor na mesma língua que sua mãe falava pra lhe ninar quando era criança, não tem preço.

PM: Como foi o casamento de vocês?
LF: Foi em Giarre na Sicília com o Etna à esquerda e o mediterrâneo à direita. Nós no meio, nos laranjais. Foi uma cerimônia pequena com poucas pessoas da família e os amigos próximos em um ambiente perfeito. Uma união justa.

PM: Existem casamentos que não são?
LF: Eu quis dizer que nós entramos um no universo do outro com um conhecimento de si bem sólido a fim de evitar decepções.

PM: O que representa o enso na capa de seu último álbum, o Le Secret?
LF: Um símbolo japonês da felicidade. Ele representa para mim a síntese das práticas de desenvolvimento pessoal com as quais eu trabalhei muito e que me ajudam hoje a viver essa passagem tão difícil da minha existencia. Elas me permitiram fazer também da minha separação com Gerard Pullicino um belo momento de serenidade e amor.

PM: Isso lhe ajuda a ser feliz apesar dos golpes duros que lhe chegam?
LF: Tem o amor, claro, e o Onsei-do (a voz do som). Graças a essa prática japonesa, eu pude deixar a agitação mental para encontrar a paz. Os egipcios diziam que primeiro há o som, depois a vida. A felicidade é um ato consciente, um desenvolvimento de uma prática cotidiana. Eu quero dar o melhor para aqueles a quem me sinto ligada. Para continuar a lhes escutar, eu serei sabia e me tratarei o que
evitará interromper minhas turnês futuras.

Tradução: John
Compartilhar Google Plus

Autor Jamerson

Postagens Relacionadas

0 comentários :

Postar um comentário

Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial